Como tudo começou

28/05/12

QUEM PRECISA DE COMPRAR UM NOVO SACA-ROLHAS?





Penso que este será um dos objectos que em cada casa, geralmente, se encontra multiplicado em  inúmeras versões. São aqueles que se compram, são os que os amigos oferecem, são os que por vezes acompanham, como brinde, as embalagens de garrafas, etc..
Pela minha experiência, cá em casa, digo-vos que sou fiel a um modelo já bastante antigo e dele não abdico. Caturrices! No fim de contas devemos estar sempre abertos a novas tecnologias…
Mas, contrariando a tal caturrice, acho que devo mostrar aos leitores o modelo mais simplificado de saca-rolhas que há dias entrou no meu pc.
 Não vem com indicação do nome do seu inventor. Mas foi, sem dúvida, concebido por um iluminado que, mais tarde ou mais cedo ganhará um Nobel.
Como é que eu nunca tinha pensado nisto?
Como é que tenho vivido estes anos todos sem possuir um destes, tão simples e tão prático?
Convido então a que cliquem aqui para conhecerem a maravilha de que vos falo e, não percam a ocasião de vir a comprar um, pois, até tem a vantagem de se poder arrumar em qualquer cantinho da casa.
Espero ter-vos dado também uma óptima ideia para as ofertas  do  próximo Natal.
Contem sempre comigo!
M.A.

26/05/12

Haja sempre poesia....



Pintar a vida com as palavras,
colorir o mundo com poemas,
Dar cor a ideias e sentimentos,
É assim que letra a letra,
O poeta constrói momentos!

Que  nunca falte imaginação,
Nem a tinta usada nas penas,
Que as rimas se soltem e sorriam,
E se façam sempre, muitos poemas!

Foto e poema de FC

23/05/12

Imagens de Oeiras


Onde foi tirada esta fotografia?

FC

19/05/12

ESTAÇÕES PORTUGUESAS DE CAMINHO DE FERRO





Quem não tem gratas recordações das suas primeiras viagens de comboio?
Quem não recorda talvez até o receio que lhe provocou, pela primeira vez,  a visão daquele monstro escuro, em movimento, formado por carruagens pegadas umas às outras, de máquina na dianteira apitando, largando fumo e, deixando no ar, um forte odor a carvão? Pelas janelas entravam até, em dias de vento algumas faúlhas que deixavam uma pequena farrusca nos nossos fatos…
Sim, estas foram  as imagens que o meu cérebro  devolveu, quando me imaginei, há muitos anos atrás, a embarcar no velhinho comboio da linha  do Vouga para viajar  até à praia de Espinho. Julgo que terá sido esse o meu baptismo de viagem por via férrea.
A marcha era tão lenta que permitia ver a paisagem em todo o pormenor e de estação em estação, ou mesmo nos pequenos apeadeiros lá se fazia a largada e tomada de passageiros.
video


As estações eram geralmente ornamentadas com azulejos, rodeadas de jardins floridos e, segundo me lembro, havia mesmo um concurso em que, anualmente,  era eleita aquela que mais bem cuidada se apresentasse. Isto, originava, em cada chefe de estação, um enorme esforço e muito brio na mira de conquistar o prémio.
Mas o tempo passou e também nos comboios a evolução se fez sentir. Tornaram-se muito mais cómodos atingem maiores velocidades, e são na sua maioria  movidos a electricidade.
Afinal, toda esta conversa surgiu pelo facto de me ter chegado num e-mail uma bonita colecção de imagens de estações portuguesas do caminho de ferro.
Julgue o leitor por si quais lhe parecem as mais bonitas e  desfrute depois da visão destas várias estações espalhadas pelo nosso país.
M.A.

17/05/12

MÁXIMAS DE WOODY ALLEN




Woody Allen, o conhecido homem de cinema, além de realizador, comediante, roteirista, músico de clarinete, homem de amores controversos, etc. surpreende-nos sempre  com o tipo de diálogo que aparece nos seus filmes.
Chegou até mim este conjunto de frases a si atribuídas e, porque as achei bastante curiosas e  também pelo humor que reflectem, achei que mereciam ser incluídas num post .


As vantagens do nudismo saltam aos olhos.
A maconha causa perda de memória e outra coisa de que não me lembro
Morrer é como dormir, mas sem se levantar para ir fazer xixi
Hoje em dia a fidelidade só se vê em equipamento de som.
O negócio mais exposto a quebra é a venda de cristaleiras.
Alguns casamentos acabam bem, outros duram toda a vida.
O casamento é como a caderneta de poupança, de tanto pôr e tirar perdem-se os rendimentos.
O diabético não pode fazer lua-de-mel.
Quando tudo sobe, o que baixa é a roupa íntima
Temos que trabalhar 8 horas e dormir 8 horas, mas não as mesmas.
Os japoneses não olham, espiam.
Qual o animal que depois de morto dá muitas voltas? O frango assado.
Quando um médico erra, o melhor a fazer é colocar terra por cima.
A música japonesa é uma tortura chinesa.
O eco sempre tem a última palavra.
Nos aviões, o tempo passa a voar.
Os mosquitos morrem entre aplausos.
O meu pai vendeu a farmácia porque já não havia remédio.
Os japoneses querem abrir os seus olhos ao mundo.
Solucionar problemas económicos é fácil: basta ter dinheiro.
Desfrute o dia, até que um imbecil o estrague.
O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras.
O político fez um gesto e desapareceu o mágico.


Oxalá tenha esta leitura sido  do vosso agrado e vos proporcionasse uns momentos divertidos.
M.A.

13/05/12

16 Junho às 10,30 - Histórias com palhaços, no Salão Nobre da SIMECQ


Dia 16 de Junho de 2012 às 10.30h há espectáculo para os mais novos!

Faça já a sua reserva! Entrada 2,5 "Érios" por pessoa

SIMECQ - Sociedade Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense (SIMECQ)
Rua Sacadura Cabral, N.º 81 - 1495 - 703 Cruz Quebrada
Telem: 969 808 422 (Francisca Carvalho)
Telef: 21 419 8009 " "

12/05/12

KAGEMU - IMAGINAÇÃO E ARTE




De vez em quando, aparecem ante os nossos olhos, espectáculos que transcendem bastante a nossa expectativa. Os artistas procuram, constantemente, inovar e melhorar o seu trabalho pois, a competição é sempre um factor a ter em conta. Quem fez disto a sua profissão tenta sempre apresentar novidades, para captar a atenção do público.
Um bom exemplo é o Black Sun, uma criação do bailarino Katsumi Sakakaura, do Oriental Rhythm e do artista Nobuyuki Hanabusa, que aproveitando e combinando elementos tradicionais e modernos da  cultura e artes marciais japonesas conceberam a representação que vereis clicando aqui.
Kagemu  é o nome artístico destes dois orientais e esta filmagem foi feita numa das suas últimas apresentações em Paris.
Desfrutem então destes minutos bastante interessantes.
M.A.

10/05/12

QUEM ACREDITA QUE JÁ VIU TUDO NA VIDA?





Caros leitores:

            Uma vez por outra gosto de trazer aqui ao blog algumas habilidades feitas por animais e, de novo, isso vai acontecer hoje.
_Pensam que já viram tudo na vida? Um burro a voar, por exemplo?...Já agora, abram bem os vossos olhos,  prestem atenção a este vídeo que vos trouxe e digam lá se não é mesmo… um espectáculo :
video


Aprendam com esta amiga! Reparem que ela  nem precisa de usar o taco!
Até breve, amigos.
(Nota da autora do post. Vídeo enviado pela F. a quem agradeço)
M.A.

08/05/12

O MENINO JESUS DA CARTOLINHA OU "L NINO JASUS DE LA CARTOLICA (em dialecto mirandês







 Na Sé Catedral de Miranda do Douro existe uma pequena imagem, (fins do Sec XVII princípio do XVIII), de expressão ingénua, que é bem pouco vulgar na iconografia cristã. É um Menino Jesus que tem a particularidade de aparecer de cartola na cabeça e,  de ter vindo a  usar, aos longo dos tempos, os mais variados fatos que imaginar se pode…As pessoas que se encarregam de o vestir orientam-se, segundo parece, tanto pelas festas litúrgicas, como por um critério pessoal , ou… pura e simplesmente, se sentem  frio ou calor, consoante a época do ano! (Mais informação aqui).


Como justificação para a origem da devoção a este Menino Jesus, conta-se que terá sido  precisamente   em 1711,  estando Miranda do Douro ocupada pelas tropas espanholas  e já tudo parecendo estar perdido que apareceu  um menino, vestido de general e, com espada em punho, tal  coragem incutiu nos portugueses que os levou a expulsar os invasores. Este menino não mais foi encontrado. Considerado o facto uma intervenção divina, isso terá então motivado que fosse esculpida a imagem de que falamos e fosse então colocada na Sé. Com mais pormenores, tereis esse relato clicando aqui.


 A origem da oferta e uso das diferentes fatiotas está  pouco definida, bem como o começo do uso da cartola na cabeça do Menino Jesus. Na obra “Tesouros Artísticos de Portugal li, que os primeiros fatos  vieram de uma dama apaixonada, em memória do afecto e saudade pelo seu noivo que havia morrido numa batalha.

Depois desta primeira oferta,  penso que foi fácil surgir o habito de ofertas idênticas e, depois, a devoção enraizada na gente daquela zona  terá feito o resto. Possivelmente, também, o gosto de saberem e, quererem continuar a manter o estatuto de que esta sua imagem é considerada a que mais peças de vestir  possui, contribua para o crescente aumento do seu guarda roupa. 


Em 2011, por exemplo,  o Governador Civil de Bragança decidiu mesmo oferecer-lhe, duas fardas, uma da PSP e outra da GNR... E até de Espanha este Menino Jesus já recebeu  trajes típicos, imaginem!

Em sua honra é feita, anualmente,  uma festa religiosa, com procissão, sendo  o seu andor transportado por crianças. Realiza-se sempre  no Domingo mais próximo do dia de Reis.
Achei que seria interessante dar a conhecer esta curiosidade religiosa do nosso País e, se acaso forem a Miranda do Douro, não deixem de ir à Sé conhecer este invulgar Menino Jesus.
(Todas as imagens foram colhidas na net, menos a que abre o post que é uma foto  feita pelo meu Amigo F.A., a quem agradeço o envio)
M.A.

06/05/12

MÃE SOLTEIRA - Ari dos Santos




Tive um filho que era teu
mas quando me abandonaste
o filho ficou só meu
fruto apenas de uma haste.
Por ele passei as passas
que ninguém há-de passar
andei ruas corri praças
e o meu filho e o meu filho
e o meu filho  e o meu filho
por criar.

Lá porque sou mãe solteira
não me atirem o desdém
amei de muita maneira
com amor de pai também
fui operária do meu corpo
mulher homem a lutar
eu não quis um filho morto
e o meu filho e o meu filho
 e o meu filho e o meu filho
sabe andar.

Sabe andar de pés no chão
com o olhar de quem perdoa
a um pai que disse não
porque um não já não magoa
a mulher que eu soube ser
foi pelo filho que tive
e agora o que acontecer
é porque o meu filho vive.

Se tu hoje queres voltar
sou eu que digo que não
eu também lhe soube dar
a força que os homens dão
mãe solteira mas inteira
mulher que soube parir
tu não estás à minha beira
e o meu filho e o meu filho
e o meu filho e o meu filho
sabe rir.

Hoje, dia 6 de Maio  comemora-se o Dia da Mãe e, desta vez, resolvi dedicar este post  às chamadas mães solteiras. 
Àquelas mulheres que por uma razão ou outra engravidaram e, abandonadas pelo pai do filho concebido em conjunto resolvem não abdicar de ter aquela criança e, ainda que sozinhas, partem para a luta, porque em boa verdade o é, dar àquele filho primeiro que tudo o direito à vida e, depois, todo o tratamento e  encaminhamento que um ser indefeso necessita até crescer. Sabemos que não é fácil tomar uma decisão destas e os jornais e outros meios de comunicação todos os dias nos relatam casos dramáticos relacionados com mães que, em desespero optaram por outro caminho. Longe de mim  ser juiz em causas destas. Revestem-se de tão subtis prós e contras que nem por um momento o farei.
Limitar-me-ei a deixar a todas as mulheres que se encontrem nestas circunstâncias o meu  respeito pela opção tomada e desejar-lhes de todo o meu coração que aquele filho que agora seguram nos braços lhe pague com juros infinitos toda a ternura que da mãe recebem no momento presente. 
Não resisto a contar-vos uma pequena história verdadeira que me parece vir a propósito :
Uma cabeleireira  que eu frequentava era onde ia também a esposa de determinado médico muito afamado há algumas décadas atrás. Este casal tinha vários filhos, já crescidos que, segundo constava, tinham uma vida “bastante despreocupada” nos gastos que faziam.
Esta senhora, pessoa muito simples e de um trato encantador, contou-me uma dia que, em determinado hospital dos arredores de Lx, onde o marido trabalhava,  um bébé fora deixado pela mãe e por lá se foi mantendo cuidado por todo o pessoal. Às tantas, parece ter-se tornado premente o garoto  ser dado para a  adopção e, disse-me ela que o marido, condoído da criança a abordara nesse sentido. Ela lembrou-lhe o encargo que já tinham com os filhos próprios e mais um de uma das empregadas da casa e que lá ficara também, mostrando que as despesas eram já muitas,  etc. E a conversa ficou por aqui.
 _Pouco tempo depois - continuou ela – o meu marido e eu vínhamos de… e ele disse-me que tinha que passar pelo hospital  para ver um doente. Deixou-me à espera numa salinha e de repente abriu-se a porta, uma criança entrou e abeirou-se  de mim dizendo: _És tu a minha mamã que me vem buscar?
A verdade é que o pequenito, nesse mesmo dia, veio mesmo com o casal para casa deles. Para mim e para ela, aquele encontro não teve nada de casual, claro está!
Passaram-se anos. Eu deixei de viver nesse local mas,  num dia em que voltei lá dei com os olhos na moradia daquela família e achei-a com um ar muito pouco cuidado. Soube então que após a morte do médico e desaparecida a fonte de receita principal tudo se foi desmoronando e, segundo me contaram os  filhos  do casal  também partiram para  rumos diversos…
E quem acham que estava a  cuidar  daquela  senhora  com quem eu falava na cabeleireira agora bastante idosa?
O filho da empregada e o rapaz que haviam trazido do hospital.
M.A.

03/05/12

EXAME DA 4ª CLASSE EM 1968




Convido os nossos leitores a recuarem no tempo e a apreciarem como foi a prova de exame deste ano.Poderão fazê-lo os mais velhos mas, também,  porque não, os mais novos? É sempre interessante comparar.
Esta, é só a parte de Aritmética, Geometria e Desenho, mais algumas perguntas de História. 





Para fazer todo o exame faltavam ainda o Ditado, a Redacção e a Prova Oral.
Coisa acessível para os alunos do 12º ano de hoje. E mesmo assim, talvez  não para todos, direi eu…
Outros tempos!
(Recebido num e-mail enviado por um amigo, professor reformado, do ensino secundário)
M.A.

01/05/12

UM SIMPLES..."ERA UMA VEZ"...




No ventre de uma mulher grávida os dois bebés gémeos que ali se encontravam, iniciaram um diálogo. Um pergunta ao outro:
_Tu acreditas na vida após o nascimento?
_Certamente que sim. Algo tem de haver depois de nascermos! Talvez estejamos aqui, principalmente, porque precisamos de nos preparar para o que seremos mais tarde.
_Tolice, não há vida após o nascimento. E se houvesse como seria ela? ...
_Eu cá não sei, mas certamente haverá mais luz lá do que aqui... Talvez caminhemos com os nossos próprios pés e comamos com a boca.
_Isso é absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca é totalmente ridículo! O cordão umbilical alimenta-nos. Estou convencido de que a vida após o nascimento não existe, pois o cordão umbilical é muito curto!
_Olha, eu penso de outro modo. Penso que há algo depois do nascimento, talvez um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui...
_Mas nunca ninguém voltou de lá, para nos falar sobre isso!? O parto é o fim da vida. E a vida, afinal, nada mais é do que a angústia prolongada na escuridão.
_Bem, eu não sei exactamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamã e ela cuidará de nós.
_Mamã? Tu acreditas na mamã? E onde está ela?
_Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela é que nós vivemos. Sem ela nada disto existiria!
_Eu não acredito. Nunca vi nenhuma mamã, pelo que me parece não existir mamã nenhuma!
_Eu acredito. E sabes porquê? Porque por  vezes, quando estamos em silêncio, ouço-a cantar, gosto de a ouvir e sinto como ela afaga, cheia de carinho o nosso mundo. E também penso que a nossa vida só será "real"depois de termos nascido. Nesse momento tomará nova dimensão. Aqui, onde estamos agora, apenas estamos a preparar-nos para essa outra vida...

(Recebido num e-mail sem referencia de autor. Estou a dedicá-lo a todas as futuras mamãs que nos visitem)
M.A.

29/04/12

FREDDIE MERCURY E MONSERRAT CABALLE EM “HOW CAN I GO ON”





Neste  Domingo que talvez  esteja a ser passado,  pelos nossos leitores, num ambiente aconchegado, junto da família, se a algum deles ocorreu abrir o seu PC e vir espreitar o nosso blog acreditamos que irá gostar do que vai ouvir no post de hoje.
Uma das interpretações mais divulgadas do dueto Mercury / Caballe tem sido o “Barcelona” que foi sem dúvida o  cartão de visita de ambos, a nível mundial. Daí, eu ter ido buscar antes este trecho   “How can I go on” que é igualmente muito bonito e, penso eu, menos ouvido
Como sabem, este cantor já faleceu e só através das gravações que existem é que podemos ainda desfrutar da sua voz. É, claro, uma das vozes mais bonitas que tivemos o privilégio de conhecer mas que, infelizmente, teve uma bem curta duração. Quanto a Monserrat, voz também maravilhosa e límpida, ainda a temos entre nós e desejamos que assim aconteça por muitos mais anos.
Convido-vos portanto ao habitual clique aqui para ouvirdes estes breves minutos de boa música.
Entretanto, a foto que abre o post é a de uma estátua erguida em homenagem ao cantor, em Montreux, na Suiça, cidade que ele considerava o seu segundo lar.
Espero que tenham gostado da surpresa de hoje..
M.A.

27/04/12

PORTO - DE NOVO A NÃO PERDER





Caros leitores:

O meu amor a esta cidade continua, como acontece há muitos anos já. Quantas mais vezes a visito novas descobertas  vou fazendo e novos motivos surgem fazendo aumentar esta minha paixão. Desta vez irei partilhar convosco um vídeo de inegável qualidade enriquecido também por um fundo musical muito bem adequado às imagens.
Se duvidam do que eu estou dizendo, apressem-se a clicar aqui e avaliem por vós próprios estes  minutos de arte.
M.

25/04/12

PEDRA FILOSOFAL




De tempos em tempos  surgem poemas, ou canções, que nos ficam na ideia para o resto da vida.
Desta vez, foi um Ilustre professor de Físico-Química, de nome Rómulo de Carvalho, que sob o pseudónimo de António Gedeão ( para saber dados biográficos clique aqui) escreveu, certo dia o inspirado Pedra Filosofal.
O tema principal é o sonho que nasce com o homem, se vai renovando e acompanhando-o vida fora e que, o autor, associa à alquimia, fazendo comparações e associações, com a arte, com a técnica, com as nossas caravelas e descobrimentos, etc. etc., enfim com o constante desejo de uma ida  mais além, nos conhecimentos. Vai enumerando  nesta linguagem poética  e onírica uma imensidade de objectos nos quais, de repente, até  nós próprios  encontramos ligações.
A pedra filosofal está ligada a uma lenda em que se conta que  ela seria a substância usada para transformar  determinados metais em ouro e, na antiguidade, muitos alquimistas se debruçaram sobre tais experiências. Seguindo essa linha de pensamento, no poema,  “o sonho” será também a tal componente que levará o homem  a atingir os grandes feitos na vida e é curioso como ele termina com uma  humilde comparação “da bola colorida  que  pulando pela mão duma criança fará o mundo pular e avançar sempre um pouco mais” Isto é, também, um Hino à esperança que deve sempre existir em  cada ser humano.
Um dia. o Manuel Freire pegou neste poema e musicou-o, igualmente com enorme inspiração e, deste “casamento de letra e música” surgiu a maravilhosa canção que correu mundo sob o nome de Pedra Filosofal, que hoje podereis ouvir clicando aqui.
Já agora não resisto a contar-vos uma pequenina curiosidade ligada a esta canção:
Manuel Freire, sem intenção omitiu um verso ao poema. Quando o ouvimos cantar  ‘bichinho álacre e sedento  de focinho pontiagudo – no perpétuo movimento’  e comparamos com o que o autor do poema escreveu vemos que teria que ser  ‘bichinho álacre e sedento de focinho pontiagudo – que fura através de tudo – no perpétuo movimento’.
Manuel Freire contou que António Gedeão tendo assistido a alguns ensaios da canção jamais se referiu ao lapso. E, quando Manuel Freire, um dia, deu pela omissão, aborrecido pelo facto, apressou-se a ir junto do professor desculpar-se e  explicar-se, .foi recebido com a maior das simpatias pelo autor da letra que desvalorizou o assunto e lhe disse que mantivesse a gravação assim mesmo pois, aquele verso não seria, de todo, imprescindível para todo o resto do poema. Foi um gesto bem simpático, não estragar todo o anterior trabalho do cantor.
M.A.

23/04/12

FRASES DE MILLÔR FERNANDES



Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.

O cara é só sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.

De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência

Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.

Metade da vida é estragada pelos pais. A outra metade, pelos filhos.

Se todos os homens recebessem exactamente o que merecem iria sobrar muito dinheiro no mundo.

Um homem começa a ficar velho quando já prefere andar só do que mal acompanhado.

Erudito, é um sujeito que tem mais cultura do que cabe nele.

O homem é o macaco que não deu certo.

Todo o homem nasce original e morre plágio.

A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.

Como são admiráveis todas as pessoas que nós não conhecemos bem.

As pessoas que falam muito mentem sempre, porque acabam esgotando o seu estoque de verdades.

Viver é desenhar sem borracha.

Esnobar, é exigir café fervendo e deixá-lo esfriar.

Não devemos resistir às tentações porque elas podem não voltar.

Chato: Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.

Esta é a verdade, a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.

O dinheiro não dá felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta.

Jornalismo é oposição. O resto á armazém de secos e molhados.

Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.

[ POEMEU EFEMÉRICO]
Viva o Brasil
Onde o ano inteiro
É primeiro de Abril

Nota da autora do post- Millôr Fernandes faleceu muito recentemente, no dia 27 de Março último. Para os leitores que queiram saber os seus dados biográficos queiram clicar aqui.
M.A.

20/04/12

“CONFIDÊNCIA” E… COINCIDÊNCIAS




Hoje, leitores, irei contar-lhes, ainda que resumidamente, uma história passada comigo a qual demonstra que nunca devemos desistir daquilo que pretendemos alcançar. Mesmo passados mais de vinte e cinco anos, como foi o caso de que falarei, pode surgir o bom resultado do nosso esforço.

Há muitos anos atrás, vendo eu, na tv, o programa “E o Resto são Cantigas”, ouvi o Maestro Belo Marques dizendo poemas seus. Foram dois sonetos e o excerto de um poema dedicado a sua mulher, pelos 50 anos de casamento. Porque gostei deles, consegui gravar, escrevê-los e guardá-los.
Procurei livro seu onde pudessem estar publicados, tentando várias vias sem resultado. Pouco tempo depois deu-se também o falecimento do Maestro.
O tal excerto, fui-o dizendo, algumas vezes, em Bodas de Ouro de amigos e, em 14/02/08, assinalando o Dia dos Namorados, resolvi incluí-lo no post deste blog .. Numa nota final, falei da minha pena de ter tentado, em vão, obter a versão completa do poema.
O tempo decorreu e, já este ano, pelo e-mail do blog, uma nossa leitora de Braga informou que tinha o poema completo e que, anos antes já nos contactara sem ter obtido resposta, mas insistia, de novo, na oferta do mesmo. Por qualquer razão, o primeiro mail nunca me chegou às mãos mas, perante este segundo, logo me apressei a responder à leitora de Braga, a qual, tempo depois, efectivamente, mo enviou mas, dizendo também já não possuir o livro onde o lera, nem recordar o nome.
Em nova busca, desta vez também pelo facebook, deparei com alguém que usava o mesmo apelido do Maestro e, pelo contacto depois estabelecido, confirmei ser uma sua Neta. A amabilidade desta senhora foi inexcedível, deu-me o nome do livro, “Post-Scriptum” e mandou-me igualmente fotocópia do poema, tal qual lá se encontra. Ao mesmo tempo dizia-me lamentar já não ter nenhum exemplar do livro para me oferecer.
Claro que o livro está esgotadíssimo, o que entretanto eu já verificara também.
Porém, logo a seguir, descobri que no facebook se criara uma página sobre o Maestro e nela fora publicado o tal poema “Confidência”. Deixei um comentário sobre o mesmo.
Então, no passado dia 25 de Março (faço questão de mencionar a data porque coincidia precisamente, com a da morte do Maestro, ocorrida vinte cinco anos antes ) eu tive a grata surpresa de a sua Neta me informar que o Pai, filho do Maestro, tendo lido o meu comentário, entendera que “eu merecia” um dos exemplares da reedição feita do Post- Scriptum e da qual ele tem ainda alguns exemplares. Cá para mim, de onde quer que o Maestro se encontre, deu um “empurrãozinho” em todo este processo!…
Termino pois, com a satisfação de vos dizer que o Post Scriptum já está em meu poder, guardado com a maior estima.
E agora, tem a palavra o Maestro Belo Marques em:


CONFIDÊNCIA
Sabem?
Tenho uma amante,
Uma loucura, um feitiço.
Uma aleluia de amor.
-Mas o que tenho eu com isso??
Dirá o leitor.
Tem razão, sim senhor.
É feia
esta mania de falar de mim;
Que triste ideia!
Desculpe, sim?!
Porém,
embora lhe faça espanto,
tenho de continuar.
Logo, portanto,
queira escutar:


Tenho uma amante
É tão bom ter uma amante!...
Ela olhou para mim,
seus olhos disseram sim
e eu, nem sei o que disse.
Talvez alguma tolice;
-Depois tudo foi verdade.
Duas verdades numa só vontade,
nós os dois
Ela e eu.
Depois
Aconteceu.
Um ai por outro trocado
um certo atrevimento envergonhado
e meio tonto,
Uma meiga travessura,
um beijo do tamanho da loucura
e pronto.
Foi há momentos? Há cem anos já?
eu sei lá?
Numa feliz partida,
Luminosa como aurora,
Dei uma volta em volta de outra vida
Que minha agora.


Nós temos casinha
de frutos de cheiro,
amoras primeiro,
morangos depois.
E cama feitinha
de rama pinheira,
fofinha, mimeira,
que dá para dois.
Às horas primeiras
do nosso noivado
que fora firmado
por todo o porvir,
lembravam fogueiras
que toda esta vida
foi feita à medida
do nosso sentir.
Que santas mentiras,
de doidos pecados
tão mal disfarçados,
que todos os viam!
Que cómicas iras
nos olhos bonitos,
que Deus dos aflitos,
de amor encobriam!
Por vezes ficava
sem voz pensativa,
fazia-se esquiva
mostrando arrelia.


Mas eu amuava
Também por defesa,
sentindo tristeza
por tanta alegria.


Fazíamos tudo
por estarmos sozinhos,
depois nos cantinhos,
pequenos pecados,
Diálogo mudo
de santo segredo
mas sempre com medo
de sermos culpados.
Tenho uma amante
Sonhos meus
Reprovam? Valha-me Deus!
O que é preciso é viver.
A minha amante é tudo a que me prendo
e querem saber?
Há cinquenta anos já. Fiquem sabendo.


Duas sombrinhas no rosto,
dois olhinhos de sol-posto.
Sabem lá como é lindo o meu amor?
Que importa que o tempo passe
pondo-lhe rugas na face?
Pois deixem pôr.
Eu tenho uma amante que os dias não conta,
O tempo amedronta
mas não atropela.
Os anos apagam-se. Por conseguinte,
eu tenho só vinte,
dezoito tem ela.


E é com este poema, composto com palavras tão simples quanto expressivas , que vos deixo, leitores. Perdoem ter este post saído um poucochinho mais extenso.
M.A.


18/04/12

VIDA DE DONA DE CASA NÃO É FÁCIL


Quando, nos tempos que correm se aborda o dia a dia das mulheres,  mães de família, constata-se que, para atenderem a todas as tarefas, com elas relacionadas, sejam as do emprego, as do governo de casa, as que dizem respeito ao núcleo familiar, ou quaisquer outras, todos seremos unânimes em achar que a "coisa não é fácil e as 24 h do dia são sempre escassas para tudo que há a fazer.

Portanto, concordarão que a frase que dá o título ao post e que se ouve a cada instante é efectivamente uma realidade incontestável, não é assim?

Como também entendemos que uma imagem vale mais que 100 palavras, nada melhor que ilustrar com o  exemplo deste vídeo a afirmação feita.
video


Não obstante termos ido buscar um assunto bastante sério, desta vez, a nossa intenção foi mesmo deixar-vos apenas com um sorriso nos lábios!... Um pouco de bom humor, nos tempos que correm, bem preciso é, caros leitores.
M.A.

16/04/12

CURIOSIDADES DA NATUREZA



Nos Açores, mais propriamente na Ilha do Faial, em 1986, ocorreu uma tremenda tempestade. Na baia da Horta, um fotógrafo encontrava-se a fazer uma reportagem fotográfica de todo aquele espectáculo que o mar enfurecido proporcionava. Ondas de 15 e 20 metros galgavam a costa.

Dois anos mais tarde, esse mesmo fotógrafo verificou que, curiosamente, a onda que aparecia numa das imagens tinha certa semelhança com o perfil do Deus dos Mares, Neptuno. Divulgou então a sua foto pelo mundo e hoje estamos nós a divulgá-la junto dos nossos leitores.

Para melhor se avaliar o tamanho desta onda fiquem a saber que a falésia que se vê, tem uma altura de cerca de 70 metros.
M.A.


14/04/12

AS TRES PENEIRAS OU UMA QUESTÃO DE BOM SENSO


João, rapaz novo e ainda um pouco inconsciente, entrou num novo emprego e, no final do dia o seu chefe passando junto dele parou para colher dele algumas impressões. Depois de um curto tempo de conversa, João, para se “insinuar” junto do chefe saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram-me que ele…
Nem chegou a terminar a frase porque, o chefe chefe, pessoa sensata e bem formada interrompeu-o dizendo::
-Espere um pouco, João. O que me vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?
- Peneiras? Que Peneiras, Chefe?
- A primeira, João, é a da VERDADE. Você tem a certeza de que esse facto é absolutamente verdadeiro?
Um certo embaraço do João que acabou por dizer:
- Não. Não tenho, não. O que sei foi o que me contaram, mas eu acho que…
E, novamente, João é interrompido pelo chefe:
- Então esta sua história já vazou a primeira peneira.Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.
_Gostaria que o que me vai contar, os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, Chefe! Responde João apressadamente.
- Então, - continua o chefe – a sua história vazou já a segunda peneira. Vamos lá ver o que acontece com a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário contar-me esse facto ou prefere agora passá-lo adiante?
- Bom… chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu tinha para contar respondeuo João um tanto encabulado..
-Pois é João ! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras?- diz o chefe sorrindo. E continuou:
- Você é ainda muito novo e, portanto, sugiro-lhe que da próxima vez em que ouvir um novo boato por ai, o submeta ao crivo das Três Peneiras: VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE antes de obedecer ao impulso de divulgá-lo a outrem. Ter bom senso ajuda sempre na vida.

PESSOAS MESQUINHAS FALAM SOBRE PESSOAS.

PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS


(Recebido num e-mail, sem indicação do autor )
M.A.

12/04/12

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS – Mário de Andrade




Já há algum tempo que não trazia ao blog um texto tão rico mas ao mesmo tempo com um certo sabor poético, como o de hoje, escolhido entre os que escreveu o brasileiro Mário de Andrade. Para conhecerdes os seus dados biográficos apenas tereis que clicar aqui. Deixo-vos portanto com esta sua inspirada  prosa, intitulada:


O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!


Mario de Andrade (1893 - 1945)
M.A.

Caros leitores:
Esta coisa da informática possibilita que as distâncias físicas se anulem e, de repente, dois seres que não se conhecem, que vivem em locais diferentes, por via de um texto que expressa ideias com as quais se identifiquem criem  uma certa aproximação. Foi o que aconteceu com uma nossa leitora de Espanha, M.G. que tendo gostado de ler "O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS" o comentou e até resolveu traduzi-lo para espanhol e enviá-lo para nós. Ora digam lá que isto não é mesmo formidável! A forma melhor que encontramos para lhe agradecer foi mesmo incluír a dita versão no post, possibilitando, assim que, quem a ele aceda possa dispor do texto, tanto em português como em espanhol. Aqui a deixamos entâo:

EL VALIOSO TIEMPO DE LOS MADUROS

Conté mis años y descubrí que tendré menos tiempo para vivir de aquí en adelante del que ya viví hasta ahora.
Tengo mucho más pasado que futuro.
Me siento como aquel niño que recibió un cuenco de cerezas.
Las primeras, las chupó displicente pero al darse cuenta de que quedan pocas, roe el hueso.
Ya no tengo tempo para lidiar con mediocridades.
No quiero estar en reuniones donde desfilan egos inflamados.
Me inquieto con los envidiosos intentando destruir a quienes admiran,
Codiciando sus puestos, talentos y suerte.
Ya no tengo tiempo para conversaciones interminables, para discutir asuntos inútiles sobre vidas ajenas que no forman parte de la mía.
Ya no tengo tiempo para administrar remilgos de personas que, a pesar de su edad, son inmaduros.
Odio hacer careos de adversarios que lucharon por el majestuoso cargo de secretario-general de la coral.
Las personas no debaten contenidos, sólo los títulos.
Mi tiempo se tornó escaso para debatir títulos, quiero la esencia, mi alma tiene prisa…
Sin muchas cerezas en el cuenco, quiero vivir al lado de gente humana,
muy humana; que sabe reírse de sus tropiezos, no se maravilla con triunfos, no se considera elegida antes de tiempo, no huye de su mortalidad.
Caminar cerca de cosas y personas de verdad,
Lo esencial hace que la vida merezca la pena.
Y para mí, basta lo esencial!


Mario de Andrade (1893 - 1945)

Nota da autora do post-Situações como estas animam-nos a continuar o trabalho que fazemos. M.A.

08/04/12

PÁSCOA DE 2012



Deus, Páscoa de páscoas,

transforma a parte do nosso dia a dia

em festa iluminada!


UMA SANTA PÁSCOA PARA TODOS OS LEITORES

NESTE ANO DE 2012

F.C/M.A.

06/04/12

REGISTOS


 Quem, de entre os meus leitores, não reparou já, em casa de algum familiar de mais idade, de algum amigo, ou mesmo na sala de um museu, numa pequena moldura que vulgarmente se designa por Registo? Penso que me responderão afirmativamente, mesmo que a esse objecto, não tenham prestado, na altura, uma importância de maior. Para quem não saiba o que é, daremos uma breve explicação:


_Os registos são determinadas composições feitas à base de flores artificiais, missangas, bordados variados, tecidos, fios dourados ou prateados, penas, rendas, galões, etc. que, consoante o maior ou menor gosto e habilidade da pessoa que o fez, enquadram uma imagem religiosa, uma fotografia de alguém querido, uma oração, uma data, enfim, algo que se desejou assinalar. O resguardo desta obra é feito numa caixa de vidro, geralmente de formato facetado.


Pensa-se terem tido origem nos conventos, em que o tempo e a paciência convidavam as freiras e frades à minúcia destes e de outros delicados trabalhos. Em Portugal a maior parte destas pequenas maravilhas datam do Sec. XVIII e da primeira metade do seguinte. A predominância é de cariz religioso; estávamos na altura das peregrinações mais frequentes e, este era também um modo de perpetuar os objectos ou relíquias que as pessoas traziam consigo. As formas adoptadas em cada Registo determinam também nomes diferentes:_ Memórias, Lâminas, Estrelas, Saudades, etc.



Seria grande pretensão da minha parte, neste pequeno apontamento, alongar-me em grandes pormenores, mas gostaria de destacar a continuidade que, nos Açores, se deu a esta arte tão bonita. Ali podemos encontrar ainda hoje quem, utilizando até a simples escama de peixe, com ela faça flores das mais variadas formas que, depois, em conjunto, embelezam os Registos do Senhor Santo Cristo, por exemplo. Da mesma forma empregam o miolo da figueira e até mesmo as cascas de cebolas e alhos, que, da humildade da sua matéria sobem à categoria de obras-primas, pelas mãos de quem as manipula.

Nas várias feiras de velharias que proliferam em quase todas as localidades podem ter a sorte de ainda deparar com algum destes Registos, talvez já meio desfeito. Então, vou revelar um segredo e, ao mesmo tempo, convidar quem me lê a reparar na face posterior do objecto, que, geralmente, é feita em cartão almofadado. Nele vai encontrar quase de certeza restos de papel de jornal colados ou não. Se a sorte continuar do seu lado pode então descobrir a “Certidão de Idade” da peça que tem nas mãos. É que, era uso, estes artistas, escolherem partes de jornal onde estivesse impressa a sua data. Terá sido esta, portanto, a testemunha mais fiel que acompanhou este Registo até às suas mãos!
Quase juro que, numa próxima oportunidade, vai pôr em prática o que lhe contei….

Nota da autora do post – As imagens apresentadas são de registos bastante antigos pertença de amigos meus
M.A.
Sociedade de Instrução Musical e Escolar Cruz Quebradense

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